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sábado, 20 de janeiro de 2018

Sinta _ se em casa

"O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO"

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão.
Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, internet, e-mail, Whatsapp ... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...
Que saudade do compadre e da comadre!...
Créditos: José Antônio Oliveira de Resende
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Um dia de cada vez.

Nascer é brotar ... Germinar , leva tempo, tempo ... Tempo é aquele senhor que te faz bem, ou te escraviza... Se bem usado você é o senhor do tempo  ,se mau usado te faz escravo e vira o teu senhor !
Então leve o tempo q precisar para ser feliz ... Mas seja feliz nem q seja por pouco tempo... Tente nascer todos os dias , deixe brotar novas idéias e que venham sementes de paz e muita luz no seu dia ... e que venha Um dia de cada vez !

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Pedras no caminho

Pedras no caminho

Edifiquei meus castelos internos com cada pedra que encontrei ao longo de minhas caminhadas... Algumas eu nunca nem sonhei que as venceriam ...  Outras eu subjuguei e quase não as venci , mas fiz de todas elas um exercício de aprendizado interno... Inclusive muitas delas eu venci com meu silêncio!

Por , Maria teimosa.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Amar por si só!

Alguém haverá de dizer-te, como você mudou, e você haverá de pensar não fui eu quem mudei foi você quem não quis acompanhar-me!
Meus caminhos todos os dias são novos, meus passos são pé ante pé , sempre à frente, não me consumo ou me desgasto com o que passou, apenas sigo, o que for bom e leve eu levo comigo, não me critiques se não segui os seus sonhos, como tenho dito são os seus sonhos... eu não sei pra que eu vim, mais eu creio que... se estou aqui é somente para viver o melhor de mim, não posso agradar a todos bem verdade, mais tenho a obrigação de agradar à mim mesma!
Eu sou à luz, eu sou à brisa, eu sou tudo o que eu preciso para ser a minha melhor companhia e minha maior paixão, e se eu aprendi a amar-me, me conhecendo profundamente, ficará mais fácil amar alguém ou qualquer coisa que ainda hei de conhecer!
   By mariateimosa,

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Salto alto

(maria teimosa)
Acho que se levássemos a vida mais no salto alto seria mais fácil, pode até não parecer à principio, mais analise com carinho, andaríamos mais devagar, observaríamos aonde pisar, estaríamos prontos para qualquer evento, pois o que pedisse prudencia era só tirar o salto, e ainda que caíssemos, ainda assim ... levantaríamos no salto!!!!